
Batatec 2026: a maior feira de batata-doce do Brasil, numa cidade onde o agro é 0,5% do PIB
Presidente Prudente quase não planta batata-doce — a lavoura está no entorno. A cidade é uma vitrine de serviços e a capital de mídia do Oeste Paulista. É desse cruzamento que nasce a maior feira tecnológica da batata-doce do país. Como uma marca fala com essa praça — do campo à mesa.
Presidente Prudente é uma cidade de asfalto, faculdade e shopping — o agro responde por meros 0,5% do seu PIB. E, mesmo assim, de 23 a 26 de julho, ela sedia a maior feira tecnológica de batata-doce do Brasil: a Batatec, em sua 7ª edição, no IBC Centro de Eventos. A lavoura não está na cidade; está no entorno, nas mãos de cerca de 180 produtores das terras vermelhas do Oeste Paulista. Prudente é a vitrine — o lugar onde a batata-doce vira negócio, tecnologia e mesa.
Agora imagine que você é uma marca de máquinas, insumos, crédito ou alimentos e quer falar com o público que passa por ali. O reflexo do mercado trata Prudente como “mais uma cidade média do interior”. O dado diz outra coisa: Prudente é a capital de mídia do Oeste Paulista — concentra a maior parte da audiência regional, e uma compra bem feita aqui ilumina toda a região de uma vez. Quem lê o território não compra uma cidade; compra a praça que comanda um pedaço do mapa.
JUL 2026
DE MÍDIA
A feira do campo à mesa
A Batatec cresceu rápido: em sete edições, multiplicou o público por seis e se tornou a maior feira de batata-doce do Brasil — uma feira técnica, de cadeia, não de rodeio. O tema de 2026, “Inovação e Novos Subprodutos”, resume a ambição: transformar a raiz humilde em tecnologia e valor. A programação empilha a Arena do Conhecimento (com novas cultivares e manejo), a Corrida Batatec, gastronomia especializada, exposição de máquinas e insumos e o lançamento de um novo subproduto da batata-doce.
E o “novo subproduto” não é detalhe. Prudente está no centro de uma fronteira que pode redefinir a cadeia: o etanol de batata-doce — a raiz virando combustível —, ao lado de cultivares como a do IAC “com 65 vezes mais betacaroteno” e do plantio semimecanizado. A Indicação Geográfica da batata-doce da região está em fase final de reconhecimento. É uma feira que não celebra só a colheita; ela aposta no que a batata-doce ainda pode virar.
E a feira é grande: a 6ª edição reuniu mais de 70 expositores — e a de 2026 alinha pesos-pesados de máquinas, veículos e crédito ao lado das dez micro e pequenas empresas subsidiadas pelo Sebrae-SP. Entre os grandes nomes:
Bem-vindo ao paradoxo: a cidade que não planta
Aqui está a inversão que faz de Prudente um caso de inteligência territorial. A cidade é a capital regional de serviços do Oeste Paulista — comércio, saúde, educação, para onde converge o povo de dezenas de municípios menores. O agro pesa só 0,5% do seu PIB porque a lavoura de batata-doce fica no entorno, nas cidades e sítios ao redor. Prudente não colhe; ela concentra: é onde a produção do entorno vira negócio, onde o produtor vem comprar máquina, fechar crédito e aprender técnica, e onde a batata-doce encontra o consumidor urbano — o outro público da feira.
Porque a Batatec fala com dois públicos ao mesmo tempo. De um lado, o B2B do agro: o produtor, o técnico, o revendedor de insumo, que decide compra por tecnologia e produtividade. De outro, o B2C da gastronomia: a família urbana que vai à feira comer, descobrir receita e levar a raiz pra casa — o “do campo à mesa” que dá nome à vocação. Duas mensagens, dois tons, uma só praça. E é essa dupla natureza que torna a feira tão interessante para uma marca: dá para falar com quem produz e com quem consome no mesmo lugar.
E o dinheiro dessa praça é grande: Presidente Prudente movimenta R$ 3,6 bilhões por mês em Pix recebido, com 162 mil pessoas na ponta recebedora. É uma economia de porte, de cidade-polo — não a de um vilarejo agrícola.
Quem caminha pela feira
O público da Batatec é o Oeste Paulista inteiro em miniatura. A Trama que o NexOS gerou para Presidente Prudente chama a cidade de “Varanda Quente do Oeste”: a cidade-pouso onde o calor pesa, o vento levanta poeira vermelha e o povo do entorno vem resolver a vida — estudar, comprar, se tratar — e depois volta pra roça ou pras cidades menores. É gente que divide o tempo entre serviço, família, igreja e estudo, que pega a estrada pra visitar os parentes e volta do trampo no fim de tarde no calorão que não dá trégua.
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Como uma marca fala com a comunidade do Oeste
Aqui está o ponto que separa quem lê o território de quem lê só a planilha. Prudente não é “mais uma cidade média” — é o hub de mídia da região: 18 rádios, TV local e portais regionais fortes — o tradicional O Imparcial e o Diário de Prudente à frente —, com um inventário que concentra a maior parte da mídia programática do Oeste Paulista. Comprar mídia em Prudente é comprar a região: uma praça só, várias cidades alcançadas.
E o rádio, aqui, é território de precisão. A cidade tem emissoras fortes cujo campo protegido — o contorno exato de cobertura da ANATEL — cobre Prudente e a malha de municípios ao redor. Não falamos “alcança X municípios”, falamos em gente: a Rede Aleluia 103.7 alcança 346.573 pessoas; a Band 97.1, 343.463; a Rádio 99.9, 342.294; a Nativa 98.5, 289.257. São formas irregulares e reais — o desenho exato de onde cada rádio fala:
Junte as peças e o plano de uma marca para a Batatec se monta em duas camadas, para os dois públicos. Para o B2B do agro: rádio (forte entre motoristas e trabalhadores de serviço, de manhã e no fim de tarde na estrada), programática geo cercando o IBC e a malha rural do entorno, e conteúdo técnico nos portais regionais. Para o B2C da gastronomia: influenciadores locais no Instagram, ativação na feira e o “do campo à mesa” que vira receita compartilhada. E o carro de som, o OOH nas rotatórias e a panfletagem em faculdades e clínicas cobrem quem circula pela cidade todo dia. Tudo medido por intensidade de consumo, nunca por “impressão” vazia.
Tudo isso — as rádios, os portais, o programático geo — é o que o NexOS organiza e torna comprável numa tacada pela Rede Alright, a curadoria do maior inventário de mídia local e regional do Brasil. Numa capital regional como Prudente, plugar os veículos na Rede é comprar o Oeste Paulista inteiro com precisão de bairro.
É aqui que entra o método. A metodologia do NexOS Planner parte de uma regra simples — território primeiro, plataforma depois. Em Prudente, “território primeiro” significa entender que a cidade não é o alvo — é o centro de comando de uma região inteira —, e que a feira tem dois públicos que pedem dois planos. E o tom fala como gente do Oeste: um pé no interior e outro na cidade grande, “povo trabalhador”, “correria do dia a dia” — sem exagero cosmopolita, com exemplos concretos de quem pega a estrada e volta do trampo.
Varanda Quente do Oeste
A inteligência territorial do NexOS tem um nome para Presidente Prudente: Varanda Quente do Oeste. É a cidade-pouso do Oeste Paulista — a varanda aberta para onde o entorno vem resolver a vida e depois volta pra roça. É onde a batata-doce das terras vermelhas encontra o asfalto, a faculdade e a mesa; onde o produtor do sítio e o consumidor do apartamento se cruzam na mesma feira; e onde a mídia de uma cidade alcança dezenas de outras. A Batatec é o momento em que essa varanda se enche — de máquina, de raiz, de receita e de negócio.
E fica a lição que o NexOS persegue em cada território: o agro que quase não aparece no PIB de Prudente move, de fora dela, uma feira que é a maior do país na sua cultura. O que parece contradição — cidade de serviços, feira de raiz — é, no fundo, a lógica do polo: a cidade não planta, ela concentra. Falar com essa praça não é escolher entre campo e cidade; é entender que, aqui, os dois se encontram na varanda. E quem lê isso antes de abrir a planilha chega à Batatec com o plano certo para os dois públicos — enquanto o concorrente ainda trata Prudente como uma cidade média qualquer.
Fontes: Batatec — site oficial e @batatecoficial; contexto do setor via IAC/Agência SP e imprensa regional. Dados de mídia, audiência, Pix (BACEN) e a camada simbólica (“Varanda Quente do Oeste” — Trama NexOS do município): NexOS/Tramas (BigQuery); cobertura de rádio derivada da base ANATEL (contorno protegido). Malha territorial: IBGE 2022. Métrica de mídia: intensidade = requisições ÷ cookies. Produção e rankings do setor são dados públicos (IBGE/Embrapa). A batata-doce: RS é o maior produtor nacional; SP, o segundo — Presidente Prudente sedia a maior feira do país.