Pesquisa, cria e planeja no meio digital desde 1999. Fundador da Alright, concebeu o NexOS como plataforma de inteligência territorial para mídia. Trabalhou nas agências AG2, Cubocc, LiveAd e Escala em atendimento, mídia e business intelligence, atendendo Unilever, Diageo, Pepsico, Lojas Renner e Vivo. Co-criador dos projetos de empoderamento social PortoAlegre.cc e Redenção.cc. Através do conceito das Tramas do Invisível — que integra Pessoas, Mercados, Momentos e Inventários — demonstra como a Inteligência Artificial pode revelar contextos, mapear oportunidades e devolver valor aos veículos de comunicação locais.
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Araguaína, TO: quase 90% da economia é serviço e governo, só 2% é agro
Cercada por fazendas no norte do Tocantins, Araguaína parece só mais uma cidade de fronteira agropecuária. Mas o dado mostra outra coisa: serviços e administração pública já somam 86% da economia da cidade, contra apenas 2,49% de agropecuária, e o maior desembolso do BNDES não vai para a lavoura: vai para a estrada que traz gente de toda a região em busca de hospital, faculdade e atacado.

Campina Grande, PB: 64% de todo o crédito da cidade já é financiamento imobiliário
Conhecida pelo maior São João do mundo, Campina Grande também é uma das cidades de maior renda da Paraíba, atrás só da capital. Mas é no crédito de longo prazo que mora o dado mais forte: 64% de tudo que a cidade toma emprestado já virou financiamento imobiliário, um sinal de riqueza que se acumula em tijolo.

Juazeiro do Norte, CE: a fé movimenta R$ 6,46 bilhões e faz da cidade a maior economia do Cariri
No coração do Cariri cearense, a devoção a Padre Cícero criou uma cidade de romaria que virou motor econômico regional: serviços somam 66,5% do PIB, entre hospital, faculdade e comércio que atende toda a região. Há também um sinal curioso: o dinheiro que circula em Pix já supera a própria renda declarada da cidade, rastro de uma economia que roda por fora do radar oficial.

Governador Valadares, MG: a indústria é só 13% do PIB, quem sustenta a cidade é o jaleco
Numa cidade conhecida por décadas de migração pros Estados Unidos, a indústria quase não aparece: só 13% do PIB. Quem sustenta a economia é um corredor de clínicas, hospitais e consultórios que atende gente das cidades vizinhas. A riqueza que sobra é uma das mais concentradas do Brasil.

Anápolis, GO: a cidade de passagem que virou o maior polo de logística e remédio do interior de Goiás
No meio do agronegócio goiano, um entroncamento de rodovias virou o maior polo de logística e remédio do interior de Goiás. Aqui, o estereótipo engana: a soja representa só 1% do PIB local, e quem move a cidade de verdade é o caminhão.

Parauapebas, PA: a cidade do minério de R$ 26 bilhões que quase não tem idosos
Na Serra dos Carajás, uma economia de R$ 26,4 bilhões nasce do ferro que sai em vagões: 84% da riqueza é minério. E tem uma marca ainda mais rara: só 1,6% dos adultos são idosos, uma das menores taxas do Brasil. Quem chega, chega jovem; o dinheiro corre em Pix e moto, não em apartamento.

Petrolina, PE: a 4ª cidade mais rica de Pernambuco é a maior produtora de uva do Brasil, no meio do sertão
No sertão do São Francisco, uma cidade que virou o maior polo de uva do país e um dos maiores rebanhos de caprino, exportando fruta pra Europa. Mas a abundância tem um paradoxo: 40% das famílias ainda recebem Bolsa Família, e uma em cada cinco casas não tem água na torneira.

Caxias do Sul, RS: a cidade que fabrica os caminhões do Brasil e anda de Gol e Chevette
A 2ª maior economia gaúcha é uma potência de R$ 37,9 bilhões movida a metal — onde o agro vale 1% e quase metade de todo o crédito é imóvel. Mas a cidade do ferro não desfila: seu operário anda de hatch usado, e milhares de Chevettes e Fuscas ainda cruzam a serra.

Foz do Iguaçu: 64% da economia é energia, não turismo
64% da economia é indústria — e indústria aqui é Itaipu, não as Cataratas. Patrimônio no top 10% e IPS de oportunidades de 43: duas Foz na mesma ponte.

Imperatriz, MA: a maquininha e o Bolsa Família na calçada
Top 10% do Brasil em Pix e crédito convivendo com um terço dos lares no Bolsa Família. A 'porta da Amazônia' vive de comércio, não de soja.

R$ 20 bilhões e quase nenhum emprego novo: o enigma de Dourados
Renda e crédito no top 2% nacional, geração de emprego no fundo do poço (entre os 2% que menos geram emprego no Brasil), e a maior reserva indígena urbana do país invisível nos números.

O carro elétrico no Brasil tem dois endereços: o condomínio de luxo e o sertão
Eusébio, no Ceará, tem mais carro elétrico que Alphaville — e cresce mais rápido. O mapa da eletrificação não passa por onde todo mundo achava, e revela duas economias do carro elétrico convivendo no mesmo ranking.

Araraquara, SP: a cidade rica que quase não usa Pix
Top 2% do país em massa salarial e Bolsa Família entre os 10% mais baixos — mas movimenta o dinheiro como cidade pequena, fora do Pix. A 'capital da cana' que é, na conta, salário e serviço.

Batatec 2026: a maior feira de batata-doce do Brasil, numa cidade onde o agro é 0,5% do PIB
Presidente Prudente quase não planta batata-doce — a lavoura está no entorno. A cidade é uma vitrine de serviços e a capital de mídia do Oeste Paulista. É desse cruzamento que nasce a maior feira tecnológica da batata-doce do país. Como uma marca fala com essa praça — do campo à mesa.

VW Tera: o SUV que nasceu líder
Lançado em 2025, o Tera já é o SUV 0km mais emplacado do Brasil — e da capital paulista, onde vende o dobro do HR-V. Mas o mapa da Grande SP mostra que 'líder nacional' não quer dizer líder em toda esquina. O que a garagem revela sobre quem compra SUV no país.

Mickey Mouse, R$ 100 milhões e 250 mil pessoas na Expo Rio Verde de 2026
O Mickey Mouse é um touro de rodeio avaliado em R$ 1,2 milhão — e a estrela de uma feira numa cidade de 225 mil habitantes que recebe R$ 4,8 bilhões em Pix por mês. Bem-vindo à Cidade das Safras: como uma marca fala com a potência agro do Sudoeste Goiano.

FENAGEN 2026: na cidade do doce, o boi campeão é escolhido pela genética — não pela beleza
Pelotas é a terra do doce, do charque e do frio da lagoa. Nos primeiros dias de julho, ela vira a capital da genética de corte movida a dado — onde o touro deixa de vencer por beleza e passa a vencer por planilha. Bem-vindo à FENAGEN, e ao que ela revela sobre uma cidade reinventando a própria vocação.

Mossoró, RN: a capital do petróleo que vive de contracheque
Renda de elite no topo (top 1% do país), mas o que sustenta o PIB são serviços e folha pública — o agro é só 2,7%.

MilkShow 2026: em Patos de Minas, o portal local vence a Globo no seu plano de mídia
A maior feira do leite do Brasil Central acontece numa cidade que é o oposto do vazio de mídia: um hub completo, onde o portal da própria cidade (patoshoje.com.br) tem mais intensidade de audiência que a globo.com. Como uma marca nacional fala com a comunidade do leite — sem pagar caro pelo endereço errado.

Chapecó, a capital do agro que quase não planta
A capital do Oeste catarinense quase não planta — ela processa. O grão e o animal da região viram proteína, e é por isso que a indústria vale 28% da economia e o agro, só 2%.

Feagro 2026: 80 mil pessoas e 4 rádios locais para o seu plano de mídia
A maior exposição de gado Jersey da América Latina move R$ 200 milhões em Braço do Norte (SC) — uma cidade que os sistemas de mídia tratam como vazio, mas que tem jornal semanal desde 1997, quatro rádios e um oásis de mídia programática. Como uma marca nacional fala com essa comunidade.

Sinop, MT: a cidade de R$ 11 bilhões onde o agro é só 12% da conta
A capital informal do Norte de Mato Grosso tem números de metrópole — crédito 164% acima da média do país, 25 mil caminhonetes, mídia local com audiência de verdade. Mas a soja que a fundou já virou outra coisa: serviço, clínica e faculdade.

NexOS Planner: o método que lê o território antes de comprar mídia
As cinco fases da metodologia Tramas do Invisível aplicadas ao plano de mídia — porque pertencer vale mais que alcançar.

Feira de Santana movimenta R$ 3,4 bilhões por mês em Pix. Sua marca sabe disso?
A segunda maior cidade da Bahia é um polo comercial que abastece o sertão inteiro. O NexOS mostra o que nenhum relatório de mídia conta.

Google Ads "apaga" 80% das cidades brasileiras. Você sabia disso?
O maior apagão da mídia brasileira não é tecnológico. É territorial. E ninguém está questionando.

Desenrola Brasil chega a Alagoas: 78% das famílias do interior dependem do Bolsa
Onde o auxílio do governo federal pode chegar primeiro — e onde ele pode resolver pouco

Censo revela 13 jeitos de morar no Brasil
Santos tem 20,6% de idosos casados. Lucas do Rio Verde tem 1,4% de idosos sozinhos. Tratar os dois como 'adultos 25-54' é queimar dinheiro.

Forró, carro de som e Pix no fim de semana: como a IA lê o que move um território
Dados dizem o quê. Tramas dizem por quê e como. Uma nova forma de ler o Brasil — município por município.

1.974 cidades brasileiras não têm um único jornal, rádio ou site de notícias
1.974 municípios brasileiros não possuem um único veículo de comunicação local. São quase 12 milhões de pessoas adultas invisíveis para marcas, governos e algoritmos.

Tramas — por Domingos Secco Junior
O Brasil exige uma nova forma de ler mídia, território e sociedade

Manifesto — Tramas do Invisível
Um mapa vivo do Brasil que pulsa nos territórios

Inteligência Territorial
Como as Tramas do Invisível transformam território em inteligência, e inteligência em presença legítima.