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Araguaína, TO: quase 90% da economia é serviço e governo, só 2% é agro

Cercada por fazendas no norte do Tocantins, Araguaína parece só mais uma cidade de fronteira agropecuária. Mas o dado mostra outra coisa: serviços e administração pública já somam 86% da economia da cidade, contra apenas 2,49% de agropecuária, e o maior desembolso do BNDES não vai para a lavoura: vai para a estrada que traz gente de toda a região em busca de hospital, faculdade e atacado.

Ensaios & Método
Série Cidades
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Campina Grande, PB: 64% de todo o crédito da cidade já é financiamento imobiliário

Conhecida pelo maior São João do mundo, Campina Grande também é uma das cidades de maior renda da Paraíba, atrás só da capital. Mas é no crédito de longo prazo que mora o dado mais forte: 64% de tudo que a cidade toma emprestado já virou financiamento imobiliário, um sinal de riqueza que se acumula em tijolo.

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Juazeiro do Norte, CE: a fé movimenta R$ 6,46 bilhões e faz da cidade a maior economia do Cariri

No coração do Cariri cearense, a devoção a Padre Cícero criou uma cidade de romaria que virou motor econômico regional: serviços somam 66,5% do PIB, entre hospital, faculdade e comércio que atende toda a região. Há também um sinal curioso: o dinheiro que circula em Pix já supera a própria renda declarada da cidade, rastro de uma economia que roda por fora do radar oficial.

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Governador Valadares, MG: a indústria é só 13% do PIB, quem sustenta a cidade é o jaleco

Numa cidade conhecida por décadas de migração pros Estados Unidos, a indústria quase não aparece: só 13% do PIB. Quem sustenta a economia é um corredor de clínicas, hospitais e consultórios que atende gente das cidades vizinhas. A riqueza que sobra é uma das mais concentradas do Brasil.

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Anápolis, GO: a cidade de passagem que virou o maior polo de logística e remédio do interior de Goiás

No meio do agronegócio goiano, um entroncamento de rodovias virou o maior polo de logística e remédio do interior de Goiás. Aqui, o estereótipo engana: a soja representa só 1% do PIB local, e quem move a cidade de verdade é o caminhão.

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Parauapebas, PA: a cidade do minério de R$ 26 bilhões que quase não tem idosos

Na Serra dos Carajás, uma economia de R$ 26,4 bilhões nasce do ferro que sai em vagões: 84% da riqueza é minério. E tem uma marca ainda mais rara: só 1,6% dos adultos são idosos, uma das menores taxas do Brasil. Quem chega, chega jovem; o dinheiro corre em Pix e moto, não em apartamento.

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Petrolina, PE: a 4ª cidade mais rica de Pernambuco é a maior produtora de uva do Brasil, no meio do sertão

No sertão do São Francisco, uma cidade que virou o maior polo de uva do país e um dos maiores rebanhos de caprino, exportando fruta pra Europa. Mas a abundância tem um paradoxo: 40% das famílias ainda recebem Bolsa Família, e uma em cada cinco casas não tem água na torneira.

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Caxias do Sul, RS: a cidade que fabrica os caminhões do Brasil e anda de Gol e Chevette

A 2ª maior economia gaúcha é uma potência de R$ 37,9 bilhões movida a metal — onde o agro vale 1% e quase metade de todo o crédito é imóvel. Mas a cidade do ferro não desfila: seu operário anda de hatch usado, e milhares de Chevettes e Fuscas ainda cruzam a serra.

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Foz do Iguaçu: 64% da economia é energia, não turismo

64% da economia é indústria — e indústria aqui é Itaipu, não as Cataratas. Patrimônio no top 10% e IPS de oportunidades de 43: duas Foz na mesma ponte.

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Imperatriz, MA: a maquininha e o Bolsa Família na calçada

Top 10% do Brasil em Pix e crédito convivendo com um terço dos lares no Bolsa Família. A 'porta da Amazônia' vive de comércio, não de soja.

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R$ 20 bilhões e quase nenhum emprego novo: o enigma de Dourados

Renda e crédito no top 2% nacional, geração de emprego no fundo do poço (entre os 2% que menos geram emprego no Brasil), e a maior reserva indígena urbana do país invisível nos números.

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Araraquara, SP: a cidade rica que quase não usa Pix

Top 2% do país em massa salarial e Bolsa Família entre os 10% mais baixos — mas movimenta o dinheiro como cidade pequena, fora do Pix. A 'capital da cana' que é, na conta, salário e serviço.

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Mossoró, RN: a capital do petróleo que vive de contracheque

Renda de elite no topo (top 1% do país), mas o que sustenta o PIB são serviços e folha pública — o agro é só 2,7%.

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Chapecó, a capital do agro que quase não planta

A capital do Oeste catarinense quase não planta — ela processa. O grão e o animal da região viram proteína, e é por isso que a indústria vale 28% da economia e o agro, só 2%.

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Sinop, MT: a cidade de R$ 11 bilhões onde o agro é só 12% da conta

A capital informal do Norte de Mato Grosso tem números de metrópole — crédito 164% acima da média do país, 25 mil caminhonetes, mídia local com audiência de verdade. Mas a soja que a fundou já virou outra coisa: serviço, clínica e faculdade.

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CASE

Feira de Santana movimenta R$ 3,4 bilhões por mês em Pix. Sua marca sabe disso?

A segunda maior cidade da Bahia é um polo comercial que abastece o sertão inteiro. O NexOS mostra o que nenhum relatório de mídia conta.

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BR sobre Rodas
Feiras do Brasil
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Batatec 2026: a maior feira de batata-doce do Brasil, numa cidade onde o agro é 0,5% do PIB

Presidente Prudente quase não planta batata-doce — a lavoura está no entorno. A cidade é uma vitrine de serviços e a capital de mídia do Oeste Paulista. É desse cruzamento que nasce a maior feira tecnológica da batata-doce do país. Como uma marca fala com essa praça — do campo à mesa.

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Mickey Mouse, R$ 100 milhões e 250 mil pessoas na Expo Rio Verde de 2026

O Mickey Mouse é um touro de rodeio avaliado em R$ 1,2 milhão — e a estrela de uma feira numa cidade de 225 mil habitantes que recebe R$ 4,8 bilhões em Pix por mês. Bem-vindo à Cidade das Safras: como uma marca fala com a potência agro do Sudoeste Goiano.

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FENAGEN 2026: na cidade do doce, o boi campeão é escolhido pela genética — não pela beleza

Pelotas é a terra do doce, do charque e do frio da lagoa. Nos primeiros dias de julho, ela vira a capital da genética de corte movida a dado — onde o touro deixa de vencer por beleza e passa a vencer por planilha. Bem-vindo à FENAGEN, e ao que ela revela sobre uma cidade reinventando a própria vocação.

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MilkShow 2026: em Patos de Minas, o portal local vence a Globo no seu plano de mídia

A maior feira do leite do Brasil Central acontece numa cidade que é o oposto do vazio de mídia: um hub completo, onde o portal da própria cidade (patoshoje.com.br) tem mais intensidade de audiência que a globo.com. Como uma marca nacional fala com a comunidade do leite — sem pagar caro pelo endereço errado.

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Feagro 2026: 80 mil pessoas e 4 rádios locais para o seu plano de mídia

A maior exposição de gado Jersey da América Latina move R$ 200 milhões em Braço do Norte (SC) — uma cidade que os sistemas de mídia tratam como vazio, mas que tem jornal semanal desde 1997, quatro rádios e um oásis de mídia programática. Como uma marca nacional fala com essa comunidade.

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