NexOS
login teste grátis
PULSO

Feagro 2026: 80 mil pessoas e 4 rádios locais para o seu plano de mídia

A maior exposição de gado Jersey da América Latina move R$ 200 milhões em Braço do Norte (SC) — uma cidade que os sistemas de mídia tratam como vazio, mas que tem jornal semanal desde 1997, quatro rádios e um oásis de mídia programática. Como uma marca nacional fala com essa comunidade.

No segundo domingo de julho, lá pelas três da tarde, dois leitões de 25 quilos serão soltos numa pista de 30 metros no pavilhão do gado de leite, e a torcida vai gritar como se fosse pênalti em final de campeonato. É a corrida dos leitões da Feagro, e ela resume o que essa feira é: uma cidade inteira de 34 mil habitantes que, durante quatro dias, recebe mais de duas vezes a sua própria população e transforma genética bovina, leilão de suíno e show sertanejo na mesma festa.

Agora imagine que você é uma marca de nutrição animal, de genética ou uma cooperativa, e quer falar com as 80 mil pessoas que passam por ali. Você abre as ferramentas de mídia de sempre, digita Braço do Norte — e elas dizem que ali é quase um vazio: nenhuma TV com sede, nenhum grande portal nacional. Mas o mapa automático está errado. Há um jornal de papel circulando há quase trinta anos, quatro rádios e um inventário digital maior que o tamanho da cidade. A pergunta — como você fala com essa comunidade? — tem resposta. Ela só não está onde o algoritmo procura. E é exatamente isso que faz da Feagro um dos casos mais interessantes de inteligência territorial do Sul do Brasil.

09–12
JUL 2026
20ª edição · Braço do Norte/SC
80 mil
Visitantes — 2,4× a população
R$ 200 mi
Em negócios (edição 2025)
1 + 4
Jornal (desde 1997) + 4 rádios locais

A feira que cabe a cidade inteira

A Feagro — nome completo Feira e Exposição Agropecuária do Vale de Braço do Norte e Região — é a maior exposição de gado Jersey em número de animais da América Latina. Mas reduzi-la ao Jersey seria perder o ponto. Diferente de uma feira vertical, daquelas que giram em torno de uma só cadeia, a Feagro é uma exposição local diversa: o carro-chefe é a vaca leiteira, mas em volta dela orbitam gado de corte, suinocultura, piscicultura, agroindústria familiar, máquinas, rodeio com tradição gaúcha, o 1º Concurso Catarinense de Cachaça, shows musicais, mini fazenda e parque de diversões. É a feira que cabe a cidade inteira dentro — e essa natureza muda tudo, inclusive quem é o público (voltaremos a isso).

Pegue a tal corrida dos leitões para entender o espírito. No domingo de encerramento, depois de uma pesagem oficial, até dezesseis duplas de leitões de 20 a 25 quilos disputam uma pista de 30 metros. O dono solta o animal na largada e, dali em diante, não pode mais tocá-lo — só pode gritar, bater palma, fazer barulho para o bicho correr na direção certa. Quem cruza a linha primeiro leva R$ 1.500, troféu e a glória do ano. É bobo, é genial, e é exatamente o tipo de atração que faz uma família inteira atravessar o vale para passar o domingo na feira. Ao lado dela convivem os julgamentos de gado, os leilões de genética, os dias de campo técnicos, o rodeio, o concurso de cachaça e os shows à noite. A Feagro empilha, no mesmo terreno, o negócio sério e a festa popular — e é dessa mistura que sai o público de 80 mil.

A história ajuda a entender o orgulho da casa. Braço do Norte tem uma raridade entre as feiras do interior: o parque veio antes do evento. A área do Parque de Exposições Huberto Oenning — o Expovale, na Estrada Geral Uruguaia — foi comprada pelo município em 1993 com a visão explícita de montar ali um parque de exposições. A Feagro só nasceu em 2004, quando a região já criava Jersey havia uma década. O acúmulo de prestígio rendeu, em 2017, o título de Capital Nacional do Gado Jersey, conferido por lei federal. Depois de dois anos parada na pandemia, a feira voltou em 2022 — e cresceu até a edição recorde de 2025: 80 mil visitantes, R$ 200 milhões em negócios, mais de 150 expositores e 400 animais.

Vale registrar o que isso revela: a Feagro é organizada por uma comissão local, não por uma operadora terceirizada de eventos. É um evento comunitário — com homenagens a organizadores falecidos, governança da própria praça e patrocínio que vem, quase todo, do ecossistema cooperativo da região (o Sicoob Credivale ancorando). Não é uma feira que aterrissou na cidade; é uma feira que a cidade construiu. A edição de 2026, a 20ª, promete superar os recordes, com 165 mil m² de área utilizada e cerca de 150 empresas expositoras — sob o lema “a força do agro nasce aqui”. (Quem quiser acompanhar a programação e o mapa de estandes encontra tudo no site oficial e no Instagram @feagrovale.)

Cartaz oficial da Feagro 2026 — Feira e Exposição Agropecuária do Vale de Braço do Norte
Cartaz oficial · Feagro 2026 / Divulgação

E não são só estandes de bairro. Entre os mais de 150 expositores, a Feagro reúne pesos-pesados nacionais e regionais — da maior fabricante de máquinas agrícolas do mundo às cooperativas que financiam a região e às marcas de genética que movem a pista do Jersey:

10 expositores de peso · Feagro 2026
Seleção NexOS entre os +150 expositores. Lista completa no mapa oficial da feira.

Por que o Jersey, e por que agora

O Jersey não é a vaca mais comum do Brasil — é a mais eficiente. Raça leiteira de porte pequeno, ela produz leite com alto teor de gordura e proteína consumindo menos. Num momento em que a pecuária de leite vive margem apertada, a conversa da feira não é sobre volume, é sobre eficiência por litro — a saída econômica real da cadeia. Braço do Norte virou referência nacional e internacional justamente por dominar essa genética.

Mas o agro de Braço do Norte não é só leite. A cidade é o 10º maior rebanho suíno de Santa Catarina — 175 mil cabeças, o único município do Sul a aparecer no top 10 estadual. Leite Jersey e suíno integrado dividem o mesmo território, alimentam os mesmos laticínios e frigoríficos cooperativos, e levam à feira dois públicos técnicos que decidem compras grandes: sêmen, matriz, ração, contrato de integração.

Essa eficiência tem dono: a cadeia cooperativa. O leite e o suíno da região abastecem laticínios e frigoríficos da própria praça, e é o cooperativismo — com o Sicoob Credivale à frente — que banca boa parte da feira e financia o produtor. Quando o pecuarista decide trocar a genética do rebanho ou fechar contrato de integração, a decisão passa pela cooperativa tanto quanto pela marca. Por isso a Feagro é, antes de palco, um balcão: em julho de 2026, com o setor saindo de um ciclo de preço deprimido, o produtor chega com a calculadora na mão, comparando conversão alimentar e custo por matriz. Falar com ele exige entender que o interlocutor não é só a pessoa física — é a célula produtiva: produtor, família e cooperativa, decidindo junto. É hora de fechar, não só de exibir.

Guia Inteligência Territorial — 14 capítulos
GUIA Inteligência Territorial — 14 capítulos Ler →

Quem caminha pela feira

Aqui está a primeira pista da resposta à pergunta do começo. O público da Feagro não é uma massa anônima — é um retrato bem definido pelos arquétipos NexOS. Cruzando os dados de Braço do Norte, três perfis concentram mais da metade da praça (53%): a família agroindustrial estável, o produtor patrimonial (dono de terra, plantel e cota de cooperativa) e o jovem sucessor que está assumindo a gestão. É um público homogêneo, formalizado e com patrimônio produtivo — renda média do responsável de domicílio em R$ 3.133, com apenas 6,8% das casas dependendo de transferência de renda. Não é praça de vulnerabilidade; é praça de decisor com poder de compra de insumo técnico. E o dinheiro gira rápido: Braço do Norte movimenta R$ 493 milhões por mês em Pix recebido, com quase 21 mil pessoas na ponta recebedora — praticamente toda a população adulta. O capital do agro não fica parado no banco (os depósitos locais somam só R$ 6,8 milhões); ele circula, vira lavoura, granja e máquina.

E como a feira atrai a família inteira — o público de 80 mil é 2,4 vezes a população —, quem caminha pela Feagro não é só o produtor: é a esposa que co-decide o investimento, o filho que vai herdar a granja, o vizinho que veio do município ao lado. Falar com essa praça é falar com a economia produtiva de um vale inteiro, reunida num só lugar por quatro dias.

Esses três perfis viram, na prática, três alvos de ativação. O decisor de granja — o suinocultor integrado e o pecuarista proprietário — é quem assina a compra de sêmen, matriz e ração; fala-se com ele pelo rádio no horário rural e pela geo na própria granja. A família agroindustrial — quem co-decide e frequenta a feira junto — responde a display leve e áudio digital. E o jovem sucessor, o filho que está digitalizando a gestão da propriedade, vive no celular: áudio em streaming, vídeo curto, mobile. Três pessoas, três caminhos — e todas atravessando o mesmo portão da Feagro. A questão é: por qual canal você chega em cada uma?

Como uma marca nacional fala com a comunidade de Braço do Norte

Ilustração: uma feira agropecuária no vale com uma torre de rádio ao centro lançando fios que conectam o povo, o gado e as casas distantes — a rede invisível de mídia
A rede invisível: o jornal, o rádio e o sinal digital que costuram a feira ao vale — mesmo quando os sistemas automáticos não os enxergam.

Aqui é onde quem lê o território se separa de quem lê só a planilha. As ferramentas automáticas de mídia olham para Braço do Norte e veem pouco: nenhuma TV com sede, nenhum portal nacional. Mas elas erram — porque há, sim, imprensa local. A Folha do Vale circula desde 1997, toda sexta-feira, em papel e online, cobrindo o vale (Braço do Norte, Gravatal, Rio Fortuna, Grão-Pará e São Ludgero). É um jornal de comunidade, de assinante — do tipo que os robôs de inventário não catalogam, mas que é exatamente onde o produtor lê o nome do vizinho premiado na Feagro. Existe, é lido, e move a praça; só não aparece para quem olha o território de longe.

Ao lado do jornal, o rádio é o meio de maior penetração diária. São quatro emissoras, e a audiência de streaming mostra quem manda:

As 4 vozes de Braço do Norte · audiência de streaming (NexOS/ANATEL)
Verde Vale 91.9
3.416
Stylo 102.1
1.848
Hiperativa 96.7
606
ACB 87.9
520
A líder, Verde Vale 91.9, cobre 100% da cidade e tem mais que o dobro da audiência da segunda colocada. O rádio é como você fala com quem está no trator, na granja ou na estrada indo para a feira.

E há uma terceira camada, digital. A demanda programática em Braço do Norte é enorme: a cidade concentra 24% de toda a mídia programática da sua região imediata — tendo apenas 10% da população. É uma sobre-indexação de 2,3 vezes: a praça compra e absorve leilão de mídia digital muito acima do seu tamanho. Tem inventário de sobra, barato, esperando ser usado.

E aqui está a precisão que vira diferencial. Não falamos em “alcança X municípios” — falamos em gente: o campo de cobertura exato de cada emissora, medido em pessoas. A Verde Vale 91.9 alcança 293.756 pessoas; a Guarujá 92.9, 288.695; a Stylo 102.1, 92.362; a Hiperativa 96.7, 68.606. São formas irregulares e reais — não um raio redondo genérico — que cobrem o vale e o entorno. Onde o sinal não chega, a programática leva a mensagem ao resto da microrregião de onde vêm os 80 mil.

Mapa da cobertura real das 4 rádios de Braço do Norte/SC por pessoas alcançadas — o campo protegido exato de cada emissora, dados ANATEL/NexOS
A cobertura real das 4 rádios, em pessoas alcançadas (ANATEL/NexOS) — o campo exato de cada emissora, não um raio genérico. O sinal cobre o vale e o entorno; a programática leva a marca ao resto da microrregião.

Para escala estadual, ainda entra o ndmais — o maior portal de notícia de Santa Catarina, com forte consumo dentro de Braço do Norte. Onde a Folha do Vale dá o pertencimento local, o ndmais dá o alcance do estado com cara de notícia regional, comprável por deal contextual. E os sinais de intenção de compra estão nos dados de consumo: quem checa o Climatempo todo dia e busca máquina e animal na OLX é exatamente o produtor — inventário de ouro para quem sabe ler o território.

Junte as peças e o plano de uma marca nacional se desenha em três camadas que se reforçam. A primeira é a imprensa local — a Folha do Vale —, que entrega o que nenhum algoritmo dá: pertencimento, o selo de quem é da casa, lido pela comunidade que decide a compra. A segunda é o rádio, a espinha dorsal falada: o canal que move gente para o Parque e fala com quem está no trator, na granja ou na estrada. A terceira é o programático geográfico: com inventário sobrando a 2,3× o peso da cidade, dá para cercar com precisão o Parque Huberto Oenning e as granjas do entorno e estender a mensagem a toda a microrregião por um custo baixo. Jornal para pertencer, rádio para falar, programática para escalar — com o ndmais somando contexto estadual. Nenhuma dessas camadas aparece se você procurar “a mídia de Braço do Norte” num sistema automático: é preciso ler o território.

Há até uma restrição técnica que o dado entrega de graça: a praça tem baixa capacidade de formato criativo — sem backhaul de fibra robusto, vídeo pesado trava e queima verba. Quem conhece o território já chega sabendo: áudio e display leve, não filme em 4K. É o tipo de detalhe que separa um plano que funciona de um que desperdiça orçamento em buffering — e que só aparece quando se lê o município antes de abrir a plataforma.

Tudo isso — o jornal, as rádios, o ndmais, o programático geo — é o que o NexOS organiza e torna comprável numa tacada pela Rede Alright, a curadoria do maior inventário de mídia local e regional do Brasil. A recomendação é direta: plugar a Folha do Vale e a Rádio Verde Vale 91.9 na Rede Alright transforma uma praça que o mercado tratava como invisível em inventário local mapeado e comprável.

alright
Braço do NorteREDE ALRIGHT
Jornal, rádio e digital — a mídia local que o mercado não via · segurança para sua marca
VEÍCULOS LOCAIS EM DESTAQUE
MÍDIA · BRAÇO DO NORTE
2,3×
share programático acima do peso populacional
4
rádios locais
1
jornal (desde 1997)
2,3×
oásis programático
Explorar a mídia de Braço do Norte no NexOS →

É aqui que entra o método. A metodologia do NexOS Planner parte de uma regra simples — território primeiro, plataforma depois. Para uma marca de genética ou nutrição que queira falar com o produtor no entorno da Feagro, o plano se desenha sozinho a partir do dado: Folha do Vale para o selo local, rádio Verde Vale como espinha dorsal (drive-to-feira, horário rural), ndmais via deal contextual para o alcance estadual, e programática geo cercando o Parque Huberto Oenning e a malha rural — tudo medido por intensidade de consumo (quantas vezes cada pessoa volta a um veículo), nunca por “impressão” vazia. Não se reporta “entregamos 15 milhões de impressões”; reporta-se que se falou com o suinocultor certo.

E o plano tem endereço, horário e sotaque — porque o NexOS lê isso no território. A marca aparece de manhã, entre 8h e 11h, quando o campo desce para resolver banco e agropecuária na avenida principal; patrocina o campeonato de futsal e a festa de comunidade, com o anúncio lido no rádio local; roda carro de som na véspera de uma data grande; oferece café no posto de gasolina nas primeiras horas, onde o caminhão de leite para. No digital, fala à noite (19h–22h), quando a lida já terminou — em grupos de WhatsApp de cooperativa, time e igreja, e em Facebook geolocalizado. E a linguagem é a de conversa de balcão de agropecuária: direta, com “a gente” e “a lida”, sem estrangeirismo, ancorada no orgulho de quem trabalha pesado. A marca não interrompe a feira — ela patrocina o orgulho local.

Vale das Luzes Acesas

Pôster Tramas de Braço do Norte, SC — raio-X territorial: perfil Riqueza Estável, renda, mídia rádio-dependente
O raio-X de Braço do Norte em um cartaz · NexOS/Tramas

A inteligência territorial do NexOS tem um nome para Braço do Norte: Vale das Luzes Acesas. À noite, as lâmpadas das casas espalhadas pelos morros, as granjas e os aviários iluminados desenham um vale pontilhado de pequenas fazendas-lanterna — uma cidade que nunca apaga totalmente, porque o trabalho no campo e na agroindústria não para. É filha da colonização alemã, italiana e gaúcha: propriedade familiar diversificada, galpão com chimarrão e o rádio ligado em música gaúcha, praça da matriz como ponto de encontro, neblina baixa nas manhãs frias. E é uma cidade de riqueza estável — a indústria já responde por quase um terço da economia, e o agro que ela celebra na pista virou, na conta, também laticínio, frigorífico e serviço. A Feagro é o momento em que esse vale aceso se reúne num só lugar para fazer negócio, exibir genética, comer no pavilhão da agricultura familiar e torcer numa corrida de leitões.

E fica a lição que o NexOS persegue em cada território: o que o mapa automático chama de vazio é, no chão, um vale que se informa por um jornal de quase trinta anos, quatro rádios e um sinal digital que sistema nenhum cataloga. Como as luzes das casas nos morros à noite, está tudo aceso — só não aparece para quem olha de longe. Invisível não é inexistente. Em Braço do Norte dá, sim, para falar com 80 mil pessoas — desde que você leia a praça antes de abrir a planilha. E quem lê chega na Feagro com o plano pronto, enquanto o concorrente ainda acredita que ali não tem com quem falar.


Fontes: Feagro / site oficial e @feagrovale; Câmara dos Deputados (título Capital Nacional do Gado Jersey); Folha do Vale (jornal do Vale de Braço do Norte, desde 1997 — Adjori/SC). Dados de mídia, audiência, arquétipos, Pix (BACEN) e a camada simbólica (“Vale das Luzes Acesas” — Trama NexOS do município): NexOS/Tramas (BigQuery); cobertura de rádio derivada da base ANATEL. Malha territorial: IBGE 2022. Métrica de mídia: intensidade = requisições ÷ cookies. Produção e rankings do setor são dados públicos (IBGE/Embrapa).

PT EN